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Por que avaliar políticas sociais?

Formuladores de políticas sociais são confrontados com inúmeras propostas para reduzir a pobreza ou melhorar a qualidade da saúde e educação da população. Para tomar decisões consistentes, é necessário ter evidências científicas sobre os efeitos das ações. Presumir que um programa sempre gera impactos positivos aos beneficiários, confundir causalidade com correlação e misturar indicadores de monitoramento com resultados de avaliação são erros comuns, que podem gerar consequências graves. Isso é especialmente sensível quando estamos lidando com a população mais vulnerável.


Distinguir correlação e causalidade  é essencial para investigar se uma ação teve ou não efeito. Por exemplo, uma simples correlação entre a quantidade de policiais e o número de crimes pode levar à interpretação de que “mais policiais causam mais crimes”, atribuindo equivocadamente causalidade a uma simples correlação (FBI Uniform Crime Reports, 1999 e Marginal Revolution). Identificar corretamente as causalidades de um programa é o passo inicial para avaliar os seus efeitos, identificar gargalos e corrigir rumos.


Por mais estranho que possa parecer, alguns programas – desenhados com as melhores das intenções – podem prejudicar os beneficiários. Nos Estados Unidos, o Juvenile Awareness Program aumentou a violência entre os jovens de baixa renda, em vez de diminuir. Neste caso, as crianças que não participaram do programa que foram beneficiadas. As técnicas de avaliação permitem isolar o impacto de uma ação específica e entender o seu real efeito na população.


Governos de inúmeros países têm utilizado o arcabouço de avaliação e monitoramento como importantes ferramentas de aprendizado e de gestão, o que tem ajudado governos a manter, aperfeiçoar e expandir programas exitosos. O caso do México com o Progresa/Oportunidades ilustra como as avaliações podem ser aliadas, fortalecendo e ampliando a atuação de programas com impactos positivos (Lustig, 2011).

 

Acesse Desmistificando avaliações de impacto.

 

Acesse à íntegra do artigo "Por que fazer avaliação de impacto de programas sociais?" no Caderno de Estudos – Desenvolvimento Social em Debate número 28. Nele, acesse também o artigo "Como fazer avaliação de impacto de programas sociais?" para conhecer as diversas metodologias de avaliação de impacto.